História da psicanálise: como começou

História da psicanálise: como começou?

Você sabia que a teoria da psicanálise foi criada pelo neurologista austríaco Sigmund Freud?

Freud nasceu em Pribor, região da Morávia, em 06 de maio de 1856, e aos 17 anos ingressou, por vontade do pai, no curso de medicina.

Ele baseou seus primeiros estudos no neurologista Jean Martin Charcot, e também no fisiologista Josef Breuer, pesquisando sobre hipnose e histeria.

Buscou estudar e conhecer melhor o inconsciente, o comportamento e a psique humana. A psicanálise, procura instigar, interpretar e tratar os sofrimentos psíquicos, entre eles, depressão, ansiedade, raiva, síndrome do pânico e outros.

Nos estudos de psicanálise, Freud criou os conceitos de:

inconsciente, que seria onde nossas ideias ficam reprimidas, e essa repressão daria origem a neuróticos ou sonhos; 

–  ego, que seria o princípio de realidade, onde o sistema psíquico se organiza, formando uma intermediação e regulando a ambiguidades entre:

            – id, os desejos inconscientes, primitivos, orgânicos e impulsivos, que buscam a saciedade e gratificação praticamente imediata, e o 

            – superego, que seria a autoconsciência moral, onde vemos os princípios do dever, baseados em valores morais e culturais do indivíduo, impostos pelos pais, família, e sociedade, criando o que é ou não é aceito pela sociedade.

 – O Complexo de Édipo, um dos conceitos fundamentais da teoria e da clínica psicanalítica, sendo o momento conflituoso vivido na infância, onde a criança tem sentimentos ao mesmo tempo amorosos e hostis pelos pais, sendo o ponto decisivo da sexualidade humana e o complexo nuclear da neurose;

 – Sonho, o livro “A interpretação dos Sonhos”, publicado em 1900 por Sigmund Freud, apresenta o sonho como a porta de acesso para o inconsciente, sendo que nas suas interpretações, podemos revelar os desejos e percepções;

Pulsão (trieb), designa o limite entre o somático e o psíquico, definido por Freud como “situado na fronteira entre o mental e o somático, como o representante psíquico dos estímulos que se originam no corpo – dentro do organismo – e alcançam a mente, como uma medida da exigência feita à mente no sentido de trabalhar em consequência de sua ligação com o corpo”.

Entres os grandes nomes da psicanálise, podemos citar, além de Freud, os nomes de:

Jacques Lacan, francês, nascido em 1901, se auto declarava como um comentador de Freud, e propôs o retorno da psicanálise e as ideias de Freud, focando seus estudos na manifestação do inconsciente;

Melanie Klein, psicanalista nascida em 30 de março de 1886, publicou em 1932 o livro “Psicanálise para crianças”, utilizado até hoje como base para trabalhos na infância. Klein é considerada a criadora da terapia para crianças através da técnica de brincadeiras;

Carl Jung, psiquiatra suíço, nascido em  26 de julho de 1875, é considerado o responsável por fundar a psicanálise analítica,  que propõe entender a psique humana através do consciente, o inconsciente e a relevância do passado. Jung criou os conceitos de arquétipo, inconsciente coletivo, complexo e também sincronicidade;

Donald Woods Winnicott, pediatra e psicanalista inglês, nascido em 07 de abril de 1896, era discípulo de Melanie Klein. Winnicott era conhecido pelos estudos relacionados ao verdadeiro e falso self, como também pelo conceito de “mãe suficientemente boa”;

Sandor Ferenczi, médico húngaro, nascido em Budapeste, no dia 07 de julho de 1873. Foi amigo pessoal e também um grande colaborador de Freud. Ferenczi dedicou-se a ampliar os limites terapêuticos da psicanálise, principalmente com psicóticos, casos-limites, pacientes psicossomáticos. 

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